Monday, January 02, 2012

Ontem ao Luar - Catulo da paixao Cearence

Ontem, ao luar,nós dois em plena solidão
Tu me perguntaste o que era a dor de uma paixão.
Nada respondi, calmo assim fiquei
Mas, fitando o azul do azul do céu
A lua azul eu te mostrei
Mostrando-a ti, dos olhos meus correr senti
Uma nívea lágrima e, assim, te respondi
Fiquei a sorrir por ter o prazer
De ver a lágrima nos olhos a sofrer
A dor da paixão não tem explicação
Como definir o que eu só sei sentir
É mister sofrer para se saber
O que no peito o coração não quer dizer
Pergunta ao luar, travesso e tão taful
De noite a chorar na onda toda azul
Pergunta, ao luar,do mar à canção
Qual o mistério que há na dor de uma paixão
Se tu desejas saber o que é o amor
E sentir o seu calor
O amaríssimo travor do seu dulçor
Sobe um monte á beira mar, ao luar
Ouve a onda sobre a arei-a a lacrimar
Ouve o silêncio a falar na solidão
De um calado coração
A penar, a derramar os prantos seus
Ouve o choro perenal
A dor silente, universal
E a dor maior, que é a dor de Deus

Essa musica é perfeita para aqueles que amam a verdadeira poesia.


Friday, June 03, 2011

Minha musa menina

Nas tardes saudosas do ocaso,
Procurei-te tantas vezes a chorar,
Sem ao menos saber onde encontrar-te,
Oh minha musa, tu fugiste por acaso?

E assim dessas tardes tao saudosas,
De minha doce infância so restou,
A saudade de ti que nao chegou,
Oh minha musa, tao bela, tao formosa!

Eras tu, oh minha musa menina
Por quem na minha infância eu suspirava,
Eras a meiga donzela que eu amava!
Era por ti que eu chamava mas nao vinha!






Monday, December 24, 2007

Tarde solitaria.

"Um canto santo de fervente amor"
Castro Alves.

Tarde fagueira que de amor suspira
"Um canto santo de fervente amor",
É a voz do bardo que sussurra a dor
Nas cordas tristes de plangente lira.

Seu canto é triste como a voz do sino
Que anuncia na capela o triste fim,
Oh minha amada, meu belo serafim,
Por que deixaste a mim triste destino?

E canta o poeta a nênia entristecida,
Evoca a musa dos seus ultimos amores
Com seu canto triste de infinitas dores,
Na tarde fagueira que de amor suspira.
(Oliveira de Melo)

Friday, December 07, 2007

A neve

Ah! comme la neige a neigé!
Ma vitre est un jardin de givre.
Ah! comme la neige a neigé!
Qu'est-ce que le spasme de vivre
À la douleur que j'ai, que j'ai!
Émile Nelligan

A temperatura cai, o tempo é frio,
Tao adverso dos meus tropicos queridos
Que tao longe me deixam entristecido,
E a saudade me deixa assim perdido.

Sinto n'alma a dor e a solidao da patria,
Como se em meu peito um rigido punhal
Fosse cravado sem do nem piedade,
Oh céu querido, oh mar, oh terra amada.

A neve cai, como tempestade ou tormenta,
Para trazer me a dor de viver no claustro
Como um astro nublado que alimenta,

De esperança, de dor e sofrimento,
De viver longe da patria, no exilio
Sem amigos, sem amores, sem ninguém.

Friday, November 23, 2007

A uma amiga.

Como os lirios dos vales de Salomao,
Tu és o balsamo sagrado que dá vida,
É a rosa perfumada que irradia
Com doce perfume um pobre coraçao.

E como a flor mais bela do Olimpo,
Que trescala aos deuses seu perfume,
Tu redimes os amigos do queixume
Com palavras de ternura e carinho.

Pois como uma rosa ou eterna flor
Seras sempre a roseira mais bela
Que em meu jardim sempre florece,
E seras sempre regada com amor.
(Adenauer)

Tuesday, October 24, 2006

quebecoise

Esta é uma pagina da poesia, ainda que a vida seja tao complicada, o homem sonha com momentos de paz e verdadeira felicidade.